SpotFlight
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O que é o SpotFlight

O SpotFlight transforma o seu iPhone num localizador para o céu acima de si. Aponte o telemóvel a um avião e a vista de câmara em direto identifica-o: indicativo, tipo de aparelho, altitude, distância e — quando se sabe — de onde vem o voo e para onde vai.

Outras três vistas apoiam-na. Um mapa do tráfego à sua volta, desenhado com o cone exato que a câmara cobre nesse momento, para ver o que apanharia se se virasse para ali. Uma lista de aparelhos próximos, do mais perto ao mais longe, com todos os números que os dados realmente permitem. E uma pesquisa que encontra um voo concreto por número de voo, indicativo, matrícula ou endereço OACI, e indica-lhe para onde apontar no céu.

O SpotFlight prevê ainda duas coisas difíceis de apanhar por acaso: um avião prestes a passar mesmo por cima de si, e um avião prestes a atravessar o disco do Sol ou da Lua a partir do ponto exato onde está.

As posições chegam à aplicação através do meu próprio retransmissor, que mantém em memória um instantâneo do tráfego aéreo mundial. Esse instantâneo é por sua vez construído a partir de redes gratuitas e comunitárias de recetores ADS-B voluntários, entre elas a adsb.lol — e é à adsb.lol que a aplicação recorre se o meu retransmissor não responder. As cidades de partida e chegada vêm da adsbdb.com. O SpotFlight não tem conta, nem subscrição, nem análise de utilização. A única publicidade é um vídeo com recompensa que é você a iniciar, e nunca durante as suas primeiras 24 horas — veja mais abaixo.

Requisitos: um iPhone com iOS 17.0 ou posterior, ligação à internet e vista para o céu. Orientação vertical. O SpotFlight funciona em iPad no modo de compatibilidade com iPhone, mas foi pensado para o telemóvel.


Perguntas frequentes

Não vejo avião nenhum. O que se passa?

Percorra estes pontos por ordem — quase sempre um deles é a resposta.

1. Verifique a ligação à internet. O SpotFlight não tem modo offline. Cada posição é obtida em tempo real. 2. Verifique se a localização está permitida. Definições → SpotFlight → Localização → Ao usar a app. Sem a sua posição real, o SpotFlight não pode perguntar «o que voa por aqui», e os aviões que vir não serão os seus. 3. Abra o separador À sua volta. Mostra uma contagem simples e a idade dos dados em segundos. Se aí houver aviões mas a vista de câmara parecer vazia, o problema é para onde aponta, não os dados — veja a pergunta seguinte. 4. Aponte mais alto. Os aviões em cruzeiro andam pelos 10-12 km. Se está a apontar perto do horizonte, está sobretudo a olhar para aparelhos que estão abaixo dele — o SpotFlight desenha-os a laranja e diz-lhe que a curvatura da Terra os esconde. 5. Tenha em conta onde está. A cobertura vem de voluntários com recetores em casa. É densa sobre a Europa e a América do Norte, ténue sobre oceanos, desertos e regiões pouco povoadas. Os aviões que voam baixo são muitas vezes invisíveis mesmo em zonas bem cobertas, porque a receção ADS-B é em linha de vista. 6. Veja a hora. Às 4 da manhã sobre uma zona rural pode realmente não haver nada lá em cima.

Se a lista mostrar um número razoável de aviões mas tiver a certeza de que os aviões listados não estão perto de si, é provável que a sua localização não esteja a ser usada — veja o ponto 2.

O avião não está exatamente onde a etiqueta diz. Porquê?

Porque a bússola do seu iPhone é o elo mais fraco da cadeia, e vale mais compreendê-lo do que contorná-lo.

O cálculo do SpotFlight é preciso. Usa o elipsoide WGS84 em todo o lado, passa por um referencial geocêntrico para que a curvatura da Terra seja exata e não aproximada, e corrige os dois atrasos distintos que qualquer posição ADS-B arrasta. Esses erros são pequenos.

O magnetómetro de um iPhone não é. Consoante o que o rodeia — um carro, um corrimão de aço, uma varanda, um portátil, uma capa magnética — o erro de rumo vai de cerca de 5° a 15°. A 40 km, 10° de erro deixam a etiqueta a cerca de 7 km ao lado do avião. Todas as outras fontes de erro da aplicação são ordens de grandeza mais pequenas.

O que isso dá no ecrã não é um avião perdido. Os testes mediram-no: 5° de erro deslocam uma etiqueta cerca de 15 % da semilargura da imagem, e 15° cerca de 46 %. O avião continua à vista. O que se perde é o emparelhamento — que etiqueta vai com que ponto.

Por isso o SpotFlight deixa-o corrigir à mão, o que é a resposta fiável.

O que é o ajuste de rumo e como se usa?

Arraste o dedo em qualquer ponto da vista de câmara. Toda a camada roda com o seu dedo, e um indicador mostra quantos graus corrigiu. Alinhe as etiquetas com o avião que vê de facto, largue, e tudo o resto no ecrã — cada outra etiqueta, a linha do horizonte, o cone de visão no mapa — fica correto a partir desse instante. Um botão põe a correção a zero.

É deliberado, não é um remendo para uma falha. Nenhum software recupera um rumo que o magnetómetro leu mal; os seus olhos recuperam, em cerca de dois segundos. Um único avião que identifique com certeza calibra o céu inteiro.

Duas coisas que ajudam antes de ajustar: afaste-se do metal e do seu carro, e se o SpotFlight mostrar um aviso de calibração, desenhe um oito com o telemóvel durante alguns segundos — é o iOS a recalibrar a bússola. O ecrã de definições indica a precisão que a própria bússola se atribui, e quanto custa esse erro em metros a 40 km.

Porque é que um voo não mostra cidade de partida nem de chegada?

Porque essa informação não é emitida pelo avião. Um transpondedor ADS-B envia posição, altitude, velocidade, rumo e indicativo — não envia rota. O SpotFlight procura a rota numa base de dados à parte, a partir do indicativo.

Essa base não conhece todos os voos. Cerca de um quarto dos aviões que vir não terão rota: jatos executivos, aparelhos privados, tráfego militar, voos de transferência e de posicionamento, e indicativos recém-atribuídos. O SpotFlight trata a rota como um enfeite, nunca como uma exigência — quando é desconhecida, a aplicação simplesmente não mostra nada em vez de adivinhar.

Pode desligar por completo a consulta de rotas nas definições. Com o interruptor desligado, o SpotFlight não envia qualquer pedido ao serviço de rotas.

Funciona sem ligação?

Não. O SpotFlight precisa de uma ligação à internet ativa, e não há «último céu conhecido» em cache. As posições só fazem sentido enquanto são recentes — um avião em cruzeiro percorre cerca de 250 metros por segundo, e o SpotFlight descarta qualquer posição que não tenha visto atualizar-se há dois minutos em vez de inventar onde o aparelho poderá estar.

O consumo de dados é modesto: pequenas respostas JSON, sem imagens, sem vídeo, sem envios.

Que aviões faltam, e porquê?

Várias categorias, e mais vale conhecê-las do que ficar a pensar:

Também a matrícula e o tipo de aparelho faltam por vezes na própria emissão. O SpotFlight deixa então um espaço em branco em vez de um palpite.

A minha localização é partilhada?

As suas coordenadas são enviadas ao meu retransmissor — ou à api.adsb.lol se ele não responder — e a mais lado nenhum, porque são a pergunta que se faz: «que aviões há perto deste ponto?» Não há maneira de obter resposta sem enviar o ponto. Isto acontece cerca de uma vez por segundo para o meu retransmissor, ou de sete em sete segundos para o serviço público de recurso, enquanto o SpotFlight está aberto e em primeiro plano — e nunca em segundo plano.

Tudo o resto é um não:

O SpotFlight fala com três servidores. As posições vêm do meu retransmissor, e da api.adsb.lol se o retransmissor não responder; as cidades de rota vêm da api.adsbdb.com. Os dois últimos são serviços comunitários gratuitos mantidos por outras pessoas. Como em qualquer site que visite, os três veem o pedido e o endereço IP de onde vem — mas o meu não regista nem esse endereço nem as suas coordenadas, o que está exposto com precisão na política de privacidade.

Como funcionam as previsões de trânsito solar e lunar — e são seguras?

Segurança primeiro: nunca olhe diretamente para o Sol, com ou sem telemóvel na mão. Pode causar lesões oculares irreversíveis em segundos. Veja o trânsito no ecrã, com o telemóvel entre si e o Sol, de modo que o Sol fique fora da sua linha de visão. Também é sensato não deixar a câmara apontada ao Sol durante minutos a fio.

Como funciona: o SpotFlight calcula onde estão o Sol e a Lua a partir da sua posição exata, extrapola cada avião ao longo do seu rumo atual e procura o instante em que as duas direções coincidem. Varre até cinco minutos à frente, recalcula de dez em dez segundos e diz-lhe quando olhar, para onde olhar e quanto tempo durará a passagem. Distingue ainda um trânsito verdadeiro — o avião atravessa mesmo o disco — de uma passagem rente, pela separação angular.

A astronomia foi confrontada com a efeméride DE421 do JPL da NASA, em cinco locais dos dois hemisférios e cinco momentos do ano: no pior caso 28 segundos de arco de erro para o Sol e 46 para a Lua. Como o disco lunar mede cerca de 1 860 segundos de arco, isso é aproximadamente um quarenta avos do seu raio. A posição da Lua é calculada para o seu ponto no solo, não para o centro da Terra — a 384 000 km essa diferença aproxima-se do grau inteiro, o dobro do diâmetro da Lua, pelo que não pode ser ignorada.

Duas ressalvas honestas. Primeiro, seja rápido: um avião a 30 km atravessa o Sol em cerca de um segundo, e a 10 km em menos de meio. Prepare-se cedo e olhe para o ecrã. Segundo, a previsão pressupõe que o avião mantém rumo, velocidade e razão de subida atuais, porque o ADS-B não transporta plano de voo. Um avião que vira cancela o seu trânsito. O SpotFlight retira então automaticamente a previsão, mas nada consegue prever a viragem.

As previsões de trânsito desligam-se nas definições.

O que significam os círculos coloridos?

Verde — acima do seu horizonte: o avião está no céu à sua frente e tem hipótese de o ver. Laranja — abaixo do seu horizonte: a direção e a distância estão certas, mas a curvatura da Terra está pelo meio. Vermelho — o avião está a emitir um código de emergência.

Porque é que o aviso anuncia uma passagem próxima e depois não acontece nada?

Porque o avião virou, abrandou ou começou a descer. Todas as previsões de passagem próxima e de trânsito pressupõem que o aparelho continua a fazer o que faz neste momento, que é a única suposição que os dados permitem. O SpotFlight recalcula a cada segundo e retira um aviso assim que a previsão deixa de se sustentar — mas era verdadeira enquanto esteve visível.

Pode alterar a distância que conta como «perto» (3 a 50 km, 15 por omissão) e com que antecedência é avisado (30 segundos a 5 minutos, 90 segundos por omissão) nas definições.

Os avisos ignoram deliberadamente as passagens que ocorrem abaixo de um grau de elevação. De outro modo, perto de um grande aeroporto, os aviões em aproximação gerariam avisos constantes por aterragens a dez quilómetros — tecnicamente uma passagem próxima, mas não algo por que valha a pena levantar os olhos.

Pesquisei um número de voo e não obtive nada, ou o avião errado.

Duas limitações reais, de que o SpotFlight o avisa antes de pesquisar.

Algumas companhias usam indicativos sem relação com o número do bilhete. Ryanair, easyJet, Transavia, Wizz Air e Jet2 atribuem indicativos alfanuméricos dinâmicos — exemplos reais: EZY46AB, RYR70LT, TVF715E. Não há forma de os deduzir de um número de voo. Pesquise antes pela matrícula (por exemplo G-EZBI), que funciona sempre.

Um código de companhia pode corresponder a vários. A easyJet voa como EZY e como EJU, por isso o SpotFlight experimenta cada um por sua vez.

Além disso, a pesquisa só encontra os aviões que a rede vê nesse momento. Um voo que não descolou, que já aterrou ou que está sobre um oceano não será encontrado. Quando um voo é encontrado do outro lado do continente, o SpotFlight dá-lhe na mesma o rumo e a distância — apenas lhe diz, honestamente, que está abaixo do seu horizonte.

Porque é que os números no ecrã mudam ligeiramente a toda a hora?

Porque todas as posições mostradas são extrapoladas, não medidas. Uma posição vinda da rede chega já com uma idade, e passa mais tempo até chegar ao seu ecrã. O SpotFlight corrige os dois atrasos avançando o avião ao longo do seu rumo — e sempre que chega uma posição nova, a estimativa é substituída por algo melhor.

Passados 20 segundos de idade, o SpotFlight di-lo na etiqueta, com a distância percorrida desde o último ponto real. Passados 120 segundos, descarta o avião em vez de lhe mostrar uma ficção.

Que unidades usa o SpotFlight?

Quatro opções nas definições: Automático, que segue a região do seu dispositivo; Métrico (quilómetros, metros, km/h); Imperial (milhas, pés, mph); e Aviação (milhas náuticas, níveis de voo, nós) — as convenções do cockpit.

Funciona na horizontal? Em iPad?

Só na vertical, para já. A aplicação funciona em iPad no modo de compatibilidade com iPhone, mas foi concebida e testada para o iPhone.

Tenho de pagar outra vez, ou subscrever?

Nem subscrição nem nada para comprar. As primeiras 24 horas após a instalação estão completamente abertas — sem vídeo, sem avisos, nada lhe é pedido. Depois, a vista de realidade aumentada e a previsão de trânsitos solares e lunares desbloqueiam-se por mais 24 horas ao ver um vídeo curto, que é você a iniciar. O mapa, a lista, a pesquisa e os avisos de passagem são gratuitos e estão sempre disponíveis. Nenhum anúncio surge por iniciativa da aplicação: o único que verá é o que decidir iniciar.

Gasta muita bateria.

É de esperar. O SpotFlight tem a câmara, os sensores de movimento e o GPS a trabalhar, e faz um pedido de rede de poucos em poucos segundos — a mesma carga que qualquer aplicação que use a câmara. Feche-a quando terminar; nada fica em segundo plano.


Fontes de dados

As posições de aviões em direto contêm informação da adsb.lol, disponibilizada aqui ao abrigo da Open Database License (ODbL). A adsb.lol é um rastreador de voos aberto, alimentado por voluntários que instalam as suas próprias antenas.

A informação de rotas de voo é fornecida pela adsbdb.com. Esses dados de rota são obra de David Taylor, Edimburgo, e Jim Mason, Glasgow, e não podem ser copiados, publicados nem incorporados noutras bases de dados sem autorização explícita de David J Taylor, Edimburgo.

Os dados de posição são fornecidos tal como estão, sem garantia de exatidão, integralidade ou disponibilidade. O SpotFlight destina-se à observação e ao lazer, e não deve ser usado para navegação nem para qualquer fim operacional.


Contacto

Perguntas, relatos de anomalias e pedidos de funcionalidades são bem-vindos — é uma pessoa real que os lê.

E-mail: mouradski@icloud.com

Indique o seu modelo de iPhone, a sua versão do iOS, a versão do SpotFlight (visível nas definições) e o que estava a fazer na altura. Para uma posição errada, o indicativo e o sítio aproximado onde estava ajudam muito.

Tempo de resposta habitual: alguns dias.